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Memorial do inferno

|por Franklin Oliveira|

Tenho a felicidade de ter um ex-aluno, poeta e grande batalhador pela literatura deste país, o Waldeck Almeida de Jesus, que me enviou ontem a sinopse do seu novo livro. O trabalho é eminentemente autobiográfico. Narra a vida de um brasileiro que não para de lutar por um lugar ao sol. Um rapaz pobre, nascido no interior da Bahia, cuja mãe era paralítica e o pai portador de várias enfermidades que o impossibilitavam de trabalhar mas mesmo assim tinha que sustentar oito filhos. A vida da família foi uma tristeza só, não tendo casa própria nem renda suficiente para o sustento dos filhos.

Os mercenários

|por Franklin Oliveira|
Os mercenários é um filme norte-americano, lançado há dois anos atrás,  que foi recebido muito mal pela crítica, mas que, como sempre nesses casos, é um sucesso financeiro.  O filme tem todos os ingredientes que costumam agradar aos aficionados por ação. A violência campeia, tem pintadas de sexo, e, principalmente, muita, mas muita porrada e tiro.

Um corpo que cai

|por Franklin Oliveira|
Um corpo que cai é um dos principais filmes de Hitchcock e é antigo pra chuchu. Já o assisti umas cinco vezes. Mas confesso que ontem, ao assistir o jogo do Vitória no Paraná, me lembrei dele, pelo menos da primeira vez que o vi, quando era adolescente nos anos 60. Naquele tempo era uma novidade o gênero suspense, e o filme passou no Cinema Popular, um dos dois que tinha aderido aos “filmes de arte”, cercado do maior frisson por ter ganhado o Oscar.

Operação Professor Pardal

|por Franklin Oliveira|

Sábado foi um dia de cão lá em casa. Acordei às oito da madrugada com a falta de nossa colaboradora Cida que foi acometida por outra crise. Logo depois quebrou a máquina de lavar. Aí minha cara metade desabou a chorar. Fico impressionado como as mulheres entram em pânico por tão pouco! Mas talvez eu seja mesmo, como todo homem, insensível.  O dia começava muito mal, embora eu tivesse esperanças que terminasse bem. Pra isso coloquei todos os meus talentos caseiros em ação pra ver se botava a joça pra funcionar, e nada! O jeito foi telefonar pra assistência da BRASTEMP, mas só fiz confirmar que de nada adianta pedir auxilio nos fins de semana, ainda mais estando na garantia.

Olhos de Serpente

|por Franklin Oliveira|

O que é que tem o filme de suspense dirigido por Brian de Palma com o Vitória? Nada e tudo ao mesmo tempo. É que a campanha do leão está longe de ser de suspense ou drama esse ano na Segundona. Vá lá, alguns jogos deixaram os torcedores de cabelo em pé, suando até o último minuto, mas que o rubro negro está dando um passeio isso está!

Resident Evil 54

|por Franklin Oliveira|

O vírus mortal V, desenvolvido pela Alexi Portela Corporation, continua dizimando o planeta da Segundona e transformando os clubes brasileiros numa legião de mortos-vivos comedores que não conseguem nem mais comer churrasco humano. Esse é o enredo da nova máquina de horror e ficção científica de Hollywood: a série Resident Evil que já está no número 5, dirigida por Paul Anderson e contendo em seu elenco a manjada Milla Javovich, mas também Michelle Rodriguez, Shawn Roberts e outros menos votados.

Os Vampiros da Segundona

|por Franklin Oliveira|

Descobri este fim de semana porque a série Crepúsculo faz tanto sucesso na Bahia. É porque é inspirada na atuação do Vitória que vive ressuscitando os defuntos do Brasileirão. É por isso que não vejo tanto talento na escritora Stephanie Meyer, pois ela só faz adaptar o comportamento de chupa-sangue do leão baiano. Já não sei nem mais em que programa está a série. Agora estão enchendo os cinemas com Amanhecer - parte I com o casal Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart). Mas pelo menos sei que estamos na 23ª rodada da Segundona e o meu time tropeçou em mais um do Z-4. Não bastava se enrolar todo pra ganhar do Barueri duas vezes pelo escore mínimo, perder em casa para o morto-vivo Bragantino e agora empara com o zumbi Ipatinga. É demais!

Os intocáveis


|por Franklin Oliveira| 
Gente, vocês tem que assistir ao filme Os intocáveis. Tem gente que só gosta do que é feito em Hollywood mas acaba perdendo bons filmes de países como a França. Este é de Eric Toledano e Olivier Nakache, e tem no elenco o ótimo ator François Cluzet e a revelação Omar Sy. Apesar de ser anunciado como comédia o filme é muito profundo. Trata da história de dois mundos. De um lado está o mundo de Phillippe, um rico aristocrata branco, que fica paralítico após um acidente de paraquedas. E, do outro lado, está o de Driss (negro africano nascido na Nigéria), recém-saído da prisão por roubo, para ser seu acompanhante.

A arte da conquista

|por Franklin Oliveira|

Gente, essa semana fui ver A arte da conquista. O filme, que foi lançado no ano passado, é uma mistura de drama e romance como só os norte-americanos sabem fazer. O diretor e roteirista é Gavin Wiesen e os heróis são o Freddie Highmore (George) e Emma Roberts no papel da Sally. A trama é muito interessante a absorve os espectadores em boa parte do filme. George é um adolescente solitário que cursa a faculdade em busca do tão sonhado diploma e quando está prestes a se formar percebe que tudo aquilo é uma ilusão.

O dia em que fui dormir na liderança do Brasileirão

|por Franklin Oliveira|

Gente, até que enfim o Vitória chegou no primeiro lugar da Segundona. Desde anteontem estou gozando das delícias de ser líder de um campeonato nacional. Mas vocês estão pensando que foi fácil? Necas de pitibiribas! Primeiro demorou cinco rodadas pro leão entrar no G-4. Depois foi subindo devagarzinho. Esperamos mais algumas rodadas pra chegar ao terceiro, e ficamos dez rodadas no segundo lugar. Os adversários aproveitaram pra nos encher o saco com o “complexo de vice”, isso só porque perdemos as duas finais nacionais que disputamos.

Na estrada


|Franklin Oliveira Jr.|
Nos anos 60 o mundo se dividia entre duas potências, os EUA e a URSS, que se enfrentavam numa aparentemente eterna “Guerra Fria”. O Brasil absorvia e adaptava a penetração tardia da Era de Ouro hollywoodiana e, porque não dizer, iniciava sua própria indústria cultural que contribuía pra despertar novas atitudes de um público jovem que crescia em poder de consumo. De repente, não mais que de repente, vi adentrar, em meu horizonte, o jeans, um novo corte de cabelo, o cigarro, a bebida, o rock, e os filmes sobre direitos civis. Passei a curtir os Beatles e Elvis Presley quando as novas temáticas atingiam até Hollywood. Mostrar uma nova forma de poder voltada para a liberdade pessoal foi essencial para minha geração.

Meus caros amigos

|por Franklin Oliveira|

Gente, vocês vão me desculpar mas meu artigo de hoje é dirigido ao pessoal do exterior, seja da Patagônia às Ilhas Fiji, que lê esse blog. Afinal, é justo que de vez nos lembremos deles. Pensei então em dar notícias do Brasil a esta rapaziada. Vou logo dando um aviso que não tem nada a ver com a musica escrita nos tempos da ditadura por Chico Buarque pro teatrólogo Augusto Boal que se encontrava em Paris na ocasião. Meu caro amigo me perdoe, por favor, se eu não lhe faço uma visita. Mas, como agora apareceu um portador, na verdade um blog como este, mando noticias neste artigo, ou numa fita como fez o Chicão.

Na sala de espera

|por Franklin Oliveira|

Gente, hoje eu me preparei para ser líder da Segundona. A oposição não diz que o Vitória não tem título nacional? Então esse ano vão ter que nos aguentar. Desta vez nem liguei pro fato de Carpegiani não estar no banco. Acho mesmo que ele gostou de ser suspenso por alguns jogos. A torcida está no maior stress para que o leão saia desta posição de ficar na sala de espera. Esteve em quarto lugar muito tempo, depois passou pra terceiro, e, na semana passada, chegou ao segundo. Pararam por ali todos os Américas, mas agora é nossa vez de chegar ao primeiro.

Forró do ABC

|por Franklin Oliveira|

Ontem foi mais um jogo do Vitória pela Segundona. O leão enfrentava um alfabeto inteiro lá no estádio do Frasqueirão em Natal e nada como a musica que Moraes Moreira gravou em 1980 pela Ariola para demonstrar meu estado de espírito durante o jogo.

Hawai cinco zero, um seriado que não é mais o mesmo

|por Franklin Oliveira|

Salvador esta semana foi um marasmo só. Também, quem manda São João cair num fim de semana? Aí o pessoal emendou com São Pedro e já ficou lá pelo interior. Foi por isso que esta semana pouca coisa funcionou de verdade por aqui. As repartições atenderam pouco. Os consultórios nem se fala, e pouca gente apareceu nos exames. Até os taxis reclamaram da falta de gente pra transportar.

O vexame do São João

|por Franklin Oliveira|

Ai que saudades do São João! Mas não essa festa mixuruca que temos hoje mas a de antigamente. Estou falando de um tempo onde era costume fazer fogueiras na rua pra assávamos milho e ficar em volta. Hoje quem fizer isso está ameaçado pelo Corpo de Bombeiros. E que dizer a quem soltar balão que pode ser classificado como terrorista interessado em provocar incêndios?

Uma longa viagem


|por Franklin Oliveira| 
O filme brasileiro Uma longa viagem, apesar de contar a história de vários irmãos, se concentra na trajetória de um deles, que a família envia para Londres com medo de que ele entrasse na luta armada contra a ditadura militar. A direção, produção e fotografia é de Lúcia Murat, o protagonista é Caio Blat. O filme descreve as andanças do ator que passa nove anos desterrado. Inspirei-me no filme para falar pra vocês da saga do Vitória na Segundona. Semelhante a longa viagem do Caio Blat, o rubro negro está encetando uma maratona de sete meses pra tentar voltar á Primeira Divisão do futebol brasileiro. É tempo pra chuchu num campeonato que ainda tem trinta e dois jogos pela frente.

A melhor notícia do mundo

|por Franklin Oliveira|

Na última sexta o planeta teve a melhor notícia da história. E olhem que não foi a explosão que se diz que deu origem ao universo pois é veementemente negada pelas religiões e criacionistas. Nem a suspensão da guerra civil na Síria. Ou muito menos a marcação da data do julgamento do mensalão pelo STJ. É que o glorioso E.C.Vitória entrou no G 4 da Segundona do Brasileirão. Isso não acontecia há cinco anos.

Aviso aos navegantes

|por Franklin Oliveira|
Esta semana fui acometido de uma dor na coluna que não desejo a ninguém. Já tinha ido a quatro ortopedistas e feito várias sessões de fisioterapia e necas de pitibiribas. Doía até quando respirava e eles só me recomendavam “paciência”, dizendo que “dor na coluna é assim, demora”.