|por Jhonatas Monteiro|
Vi, alguns dias atrás, em um site de grande acesso um comentário de um autointitulado “Pai de
aluno Consciente” aconselhando a saída das e dos professores da paralisação de
atividades porque a nossa greve foi considerada “ilegal” e, segundo o mesmo,
caberia apenas voltarmos à normalidade das aulas e discutirmos o aumento na
“justiça”. Afinal, ainda segundo o mui “consciente” comentador, “decisão
judicial se cumpre, pra discutir só na própria justiça”. Passado mais de um mês
de tal proibição “legal” do nosso direito de reivindicação, o fato não mereceria
atenção se não fosse utilizado pelo governo do senhor Jaques Wagner,
sistematicamente, como peça de propaganda (enganosa) e se não mais penetrasse
na “consciência” de alguns pais e mães “desavisados”. Realmente, a greve do
professorado da rede estadual foi considerada “ilegal” no dia 13 de abril, mas
e daí? Sinceramente, não creio que o parâmetro de um juiz seja o único metro
para medir o que pode ou não ser feito para alcançar uma reivindicação
legítima.





