Nós Socialistas fomos derrotados?!

|por Cléo Emidio*|


O despropósito de trazer este “rótulo” no título do texto se deve a dois motivos: um primeiro, como signo de afirmação, posto que queira enterrar todas as perspectivas socialistas com a queda do muro (de Berlim), imagem tão difundida pelo senso comum e aclamada pela grande mídia. Penso contrariamente a este pensamento, mas isto não é objetivo desse texto. Em segundo lugar e o mais importante, tento “enquadrar” nesse “rótulo” as diversas perspectivas que almejam uma transformação radical na sociedade, aquelas que vêm à necessidade de revolucionar a realidade, não com as “armas verdes” defendidas nessas eleições, mas sim com os canhões e com os punhos cerrados.

No que tange a este processo eleitoral recente, ainda em processo de 2° turno, o resultado das eleições dão a resposta mais clara para a realidade, visto que quem foi de fato o vencedor nesse pleito foi o pensamento conservador, que perpassou todas as candidaturas de grande porte (Dilma, Serra e Marina).

O melhorismo do governo Lula ganhou mais não levou. Seu arco de alianças o obrigou a defender contrariamente ao aborto na reta final das eleições, além de defender as “religiões” e a legalidade democrática tal qual está instituída. O Serra é uma coisa esquisita, é a truculência de Direita que tem um ultraconservador nazi-facista como candidato a vice, que de índio (indígena) não tem nada. A Marina é aquela coisa, conservadora em relação a pautas como aborto, drogas, homossexualidade, … e defende a pactuação do capital com o verde que te quero da Natura (que todo mundo usa achando que ta abafando).

Bem, e o que sobrou. Quase nada é verdade. As vozes roucas da esquerda trataram dos temas mais importantes para a nação e até o fizeram de maneira bonita e com grandeza, com garra. Mas pouco se viu falar destes partidos (PSOL, PSTU e PCB, por exemplo) e seus candidatos pelas ruas, pelos bares, nos colégios e universidades, nas rodas de conversas, … O que prevaleceu foi o silêncio ensurdecedor daqueles que estão sem crença, sem fé, sem esperança. As pessoas deixaram de nutrir grandes paixões pela política, principalmente em momentos de degeneração política total dos partidos e cada vez mais as decepções com as enfadonhas discussões sobre corrupção, que tomaram a cena política no último mês. Ou seja, temos sim um pai dos pobres, só que os pobres continuam pobres (e os ricos muito mais ricos!!) e contraditoriamente a vida segue para a direita e para a esquerda...

Resultado final: os grande temas que tocam de fato na difícil realidade da população não foram abordados pelas candidaturas de maior ressonância, outros de cunho até mais polêmicos, como legalização e descriminalização das drogas e do aborto, vixe, nem pensar, deus proíbe!!! No final, só nos resta às migalhas do melhorismo (mantenedor da hegemonia neoliberal) X a socialdemocracia mais virulenta que existe em nosso país (vejam bem, esse povo pode ainda querer dar um golpe de Estado aproveitando essas eleições!!). E o povo, fica de figurante, sem perspectivas, perdidinho da Silva.

Esse é o cenário, o pior é que pior pode ficar! Quanto ao Socialismo, ao ser citado o confronto era direto: estatização, ditaduras, comedores de criancinha, e por ai vai. Simplesmente a grande mídia não deu a mínima e até debochou, como sempre o fez, tentaram até decidir uma eleição nessa última semana... isso por que eles tem medo do socialismo do PT. O país não discutiu outras alternativas no final das contas, foi a eleição do mais do mesmo. O certo é o seguinte, ou o povo, inclusive esse que se diz mais esclarecido e o mais que conseguem chegar é no marineirismo (prefiro nem comentar!!), se reta e da um basta (coisa que acho difícil, até mesmo por que tal facanha não virá como “dádiva divina”) ou de fato assistiremos cada vez mais o fortalecimento do pensamento conservador se enraizar nas formas de pensar e de realizar política no país. Se estamos no fim da história, favor avisar!

*Pedagogo pela UEFS e militante do PSOL/Fêra

15 comentários:

12 de outubro de 2010 09:34 Marcos disse...

Essa esquerda (PSOL, PCO, PSTU, PCB) representa o velho, o ultrapassado, o museu, o distante século XIX dos manuais de História. Não será por isso a indiferença do eleitorado?

12 de outubro de 2010 17:33 Paulo Moraes disse...

Acredito que não, a indiferença está ligada a questões mais complexas que esta que levanta, pois assim poderíamos classificar o Demo/PSDB da Aristocracia do século XVIII, o PT da Social-Democracia do início do Século XX e por assim em diante.

14 de outubro de 2010 05:47 chocalhodecascavel disse...

Uma análise mais correta dos fatos nos remete à dinâmica das origens e das relações históricas presentes na gênese do pensamento e dos movimentos socialistas. Longe de ter esgotado seu papel na História, o socialismo ressurge como única alternativa humanista face à irracionalidade, os desmandos e a alienação do sistema capitalista. (Henrique Rattner) in: http://espacoacademico.wordpress.com/2009/11/08/o-fim-do-socialismo/

15 de outubro de 2010 10:33 Marcos disse...

Paulo, o DEMO perdeu poder político, principalmente, porque seus caciques ou foram bater cartão com o capeta, ou perderam seus votos para os políticos mais novos. Caso não apareça um político muito carismático por lá, este partido continuará apenas como fugurante como o PPS, PTB, PP, e tantos outros P`s. Já o PT/PSDB, se configuram sim como linhas social-democrata, por isso atraem votos. Se o PT tivesse permanecido com aquele discurso de 1989 seria mais um PCO, PSOL, PSTU da política brasileira, no máximo, um PV. Ou seja, Vocês os "socialistas" estão agarrados a um discurso vazio para a maioria dos brasileiros, o que os petistas perceberam após a porrada que levaram de FHC, quem não percebeu isso levou um pé...

15 de outubro de 2010 21:09 Cléo Emidio disse...

Achar saídas é sempre uma tarefa díficil, mas comodo é se deslumbrar com qq conquista, mínima que seja, em especial quando tais mudanças são realizadas dentro da ordem, ou seja, não muda a essência de quem está no poder, apenas o seu gerente.
Minha reflexão é bastante pessimista... não quer dizer que não exista espaço para mundaças radicais. Mas elas dependem de algo, ou de alguém(s). Afinal o rumo das coisas não mudará somente com o soprar dos vento, de tal forma que as reflexões representam mais a angústia e os desafios de quem o escreveu do que necessariamente o fim da história. No final ninguém (aqui) jogou a toalha e paradoxalmente estou até mais esperançoso no "futuro" ou naquilo de novo que há de vir. O que não da é para confiar que a "velha política" de resposta as desafios do presente.

17 de outubro de 2010 17:30 Paulo disse...

Caro Marcos

Normalmente gosto muito de ler suas posições, apesar de quase sempre discordá-las, mas creio que esta sua analise da política nacional é pouco problematizadora e vê algo complexo de maneira muito simples, sem pensar a correlação de força em que vivemos na atualidade.
Pensar que o PT de 1989, hoje seria do tamanho do PCO, PSOL, PSTU, PCB e ou PV é no mínimo esquizofrenia histórica, pois precisamos pensar que em 1989 o PT já era o maior partido de massas do Brasil.
Chamar o discurso dos Socialista de vazio é reproduzir um discurso que não é de hoje, mas que se mantém principalmente nas linhas da Revista Veja. Para isso basta ver o que vêem ocorrendo na Europa, onde Greve e mais greves estão parando vários países.
Precisamos pensar melhor na vitória de FHC em 1994, primeiro que não foi uma porrada, foram menos de 4% que fez a vitória dele no 1º turno, com todo o apoio da grande mídia e o fator REAL, que fez a mesma coisa que o fator Lula vem fazendo com sua candidata, com a diferença que a imprensa não está ao lado de Lula como estava ao lado do Real.
O que vivemos é a Hegemonia de uma política que constituiu num consenso a partir da estabilidade monetária, mas que não significa que a luta de classes morreu e nós Socialista estamos ai na construção da contra-hegemonia, que não é fácil, porém não é impossível.

18 de outubro de 2010 09:16 Marcos disse...

Olá Paulo, me animo em saber que aprecia minhas posições, se não concorda, é bom para fertilizar o debate.
O exercício do "SE" é um dos piores pecados para o Historiador e, confesso, eu o cometi. Porém, peço permissão para continuar a incorrer no mesmo "pecado historiográfico". Acredito que o PT só é o que é porque deixou de ser o que era, ou seja, se aliou ao PL, fez a famosa "carta aos brasileiros", e principalmente, abandonou aquele discurso radical característico do PT, em sendo um partido de esquerda. A grande massa de seguidores/eleitores que o PT possuía lá no final da década de oitenta, por si só, não significaria ainda que esta mesma massa continuaria fiel ao partido hoje, vinte anos depois. Pois o período pré-plano real nos revela um cenário político-social relativamente fecundo a um discurso de esquerda, porém, após o plano real, quando o brasileiro "mordeu a maçã" e se embeveceu com mundo que se revelava a sua frente: economia se consolidando, o fim da inflação, etc. Apesar de não ser muita coisa, e realmente não era mesmo, o que o Plano real conseguiu foi muito mais que qualquer a soma dos planos anteriores, e isto foi conseguido sem as estratégias de esquerda. Assim, os mais espertos dirigentes desviaram o PT para o centro e hoje são quase irmãos dos tucanos sociais democratas, evidentemente que tiveram que cortar na carne, Heloisa Helena que o diga. O desejo pelo poder a qualquer custo falou mais alto, ou melhor o PT se adaptou ao novo contexto.
Já com relação a Europa, apesar de não estar por dentro dos reais motivos que levaram as greves e protestos, acredito que o "velho Mundo" está lutando pela manutenção de direitos conquistados e não passa nem pelos mais longínquos sonhos um desejo por outra experiência socialista, gato escaldado...

18 de outubro de 2010 16:10 Paulo disse...

Caro Marcos

Ainda responderei nesta semana, mas estou um pouco envolvido na formulação do projeto do mestrado em História da UEFS. Mas deixo claro que vamos continuar este bom debate.

19 de outubro de 2010 08:33 Paulo disse...

O Real a solução de todos os nossos problemas?

Caro Marcos, creio que sobrevaloriza o real demais, como algo que não teria volta e que temos que apenas fazer como o PT, que adentrou ao projeto. Inicialmente temos que entender que o PT não mudou apenas por causa de 94, mas desde antes as disputas internas já eram feitas em prol do partido de (des)radicalizar e entrar na disputa pela ordem. Uma questão é certa, a esquerda até hoje não soube responder a questão da estabilização da moeda, e é importante colocar que é apenas a estabilização da moeda e não da economia, já que a mesma, desde 1994, sofre fortes oscilações. Assim para os Socialistas, mas não só nós e todos e todas aquelas que pensam que é possível viver em outro mundo, e principalmente num outro Brasil, temos que entender que a atual forma de dominação se baseia na estrutura econômica instalada no país desde 1994 e entender que Inflação é produzida pelos agentes econômicos e não um fenômeno sobrenatural.
Assim quem mordeu a maçã e se encantou, também pode perceber que ela está estragada e mudar de fruta!

20 de outubro de 2010 17:53 Marcos disse...

Olá Paulo! Antes de qualquer coisa, boa sorte com o projeto para o mestrado.
Infelizmente o Real está muito longe de resolver nossos problemas, seria muito bom se uma moeda forte resolvesse tudo. Porém, temos que da-lhe seu valor devido, não podemos negar que no que tange a economia brasileira há o antes e o pós Real. E esta é uma dívida eterna do PT para com o PSDB.
Ainda sobre o PT, enquanto as disputas internas, que você destaca, estivessem somente "internas" não significaria muito para o eleitorado, só passa a ter significado quando há os reflexos externos, ou seja, quando o Partido começa a mudar de cara.
E agora sobre a esquerda, a causa de sua crise, pelo menos de modo geral, está lá na queda do Muro de Berlim (O Fim da História). Não há mais projeto alternativo a economia de mercado, a não ser espelhos de modelos que não dão/eram certo. Qual a alternativa para a esquerda a não ser se aproximar da social democracia?

20 de outubro de 2010 19:11 Paulo disse...

A queda do muro foi a resolução de muitos dos nossos problemas, pois fez cair algo que não representava mais os socialistas e muito menos uma contraposição ao Capitalismo, já o Fim da história é algo superado por todos, pois não tinha qualquer cabimento. É claro que ao pensar o socialismo hoje, não é igual como se pensou-se ao fim do século XIX e início do Século XX, porém construir o socialismo tem muito mais haver com a quebrar certas verdades, como a idéia de Propriedade Privada e da socialização da riqueza produzida e do conhecimento voltada para o bem estar de todos. Assim ainda é possível pensar um mundo sem o Capitalismo, ainda mais nos tempos de hoje, em que temos tecnologia para garantir o bem estar de todos e todas, respeitando a diversidade em que vivemos sem qualquer forma de opresão. Assim é possível constituir um Socialismo distante da Social-democracia.

23 de outubro de 2010 17:59 Marcos disse...

Paulo,

"temos tecnologia para garantir o bem estar de todos" Porém, não se esqueça que você está se referindo a um contexto capitalista. Não consigo imaginar um mundo socialista diferente do que já foi experimentado, muito menos em condições de se desenvolver tecnologicamente conforme o capitalismo e seu motor: busca pelo lucro. Também tenho dificuldades para imaginar uma ascensão socialista, senão de forma autoritária, se não for no início, pode ser no meio do percurso, principalmente quando se dedicarem a questão da propriedade privada e a socialização das riquezas. Ou seja, Paulo, me diga, como na fase em que se encontra a dupla capitalismo-democracia, ainda haveria espaço para a ascensão do socialismo, senão de forma autoritária?

24 de outubro de 2010 14:11 Paulo Moraes disse...

Marcos,

Primeiro moramos numa democracia? Essa é a primeira questão a ser debatida com seu questionamento, pois algo que o Capitalismo conseguiu ao longo da Guerra Fria foi construir essa idéia que o Capitalismo está ligado a Democracia, e isso ajudou na embate das idéias. Porém temos que entender que Democracia não é um conceito universal, tanto que esta "Democracia" em que vivemos é a conhecida Democracia Ocidental Representativa, que em muitos casos foi imposta de forma autoritária como o "melhor modelo" para as pessoas viverem em sociedade.
Poderíamos fazer um paradoxo entre esta "Democracia" e a Democracia Grega, pois em ambas a Democracia era/é para poucos, pois ao fim, a decisão final acaba na mãos de uns poucos. No caso da Grécia na mão de uma Elite Masculina, os ditos Cidadãos e na Democracia Ocidental na Mão de quem detém o poder Econômico. Pois basta ver quanto se gasta para eleger um Deputado, é claro que tem exceções, e inclusive ela está na mão dos Socialistas, Caso da Eleição dos 3 deputados Federais do PSOL nesta eleição de 2010.
Assim esta "Democracia" que fala está dentro do sistema e o faz reproduzir, então parece que qualquer outra forma que o viesse mudar fosse autoritária. Acredito que podemos por dentro do sistema transformá-lo, mas chegaremos em alguns limites, como a questão da propriedade privada, e ai os donos do sistema usurão de tudo para manter a sua ordem e isto levará ao embate.
Assim acredito num Socialismo Democrático, porém precisamos entender que esta democracia é diferente da que vivemos, pois como já dito não vivemos numa democracia, talvez os Gregos (AC) possam achar que vivemos, mas sabemos que não.

24 de outubro de 2010 18:32 Cléo Emidio disse...

Acredito que essa conceituação de Democracia e Liberdade são relativas para o debate em voga, como sinaliza Paulo. O que isso significa: que nossa sociedade é acima de tudo a sociedade do conflito. No capitalismo é assim, por isso ele não é isento de seu tom autoritário também, basta observar que os milhões que vivem na pobreza no mundo não vivem assim por pura e simples opção (p/ dar um exemplo extremo). Isso é uma imposição.
Se estamos em determinado ponto, soc. capitalista, e pretendemos mudar para um outro não podemos perder de vista de onde partimos, ou seja, do conflito a priori instaurado com o sistema capitalista (de onde partimos p/ mudar em direção a algo novo).
O socialismo não é uma forma dada, também por isso depende muito de quem o construirá. A experiência sovietica pecou em muito no quesito liberdade, mas acho que isso não significa o fim do Socialismo enquanto alternativa, basta ver que as lutas dos socialistas que geraram exemplos "positivos", a exemplo da própria experiência sovietica, em especial em seu inicio, mas também em outros aspectos (que não estritamente a Liberdade) no regime da URSS.
A soc. futura terá a cara daqueles e daquelas que conseguirem "convencer a maioria" de que é possível viver para além da barbarie que é o sistema do capital hoje. Digo convencer não por ingenuidade, com isso, reconheceço que haverá o conflito, principalmente em relação ao que Marco destacou (prop. privada e distribuição da riqueza). Confesso que para mim isso é um tema bem resolvido, pois já vivemos em uma Democracia de tipo Capitalista impositiva e autoritária, dai acredito que não podemos negar o conflito como uma necessidade para se chegar em um outro patamar, uma soc. livre.
O desáfio de uma sociedade verdadeiramente Livre dependerá dos rumos tomados pelas experiências mudancistas, incluindo ai a dos Socialistas.

2 de janeiro de 2011 10:28 Marcos Rosa disse...

“Primeiro moramos numa democracia?” (Paulo Moraes)
Talvez na falta dela perceberemos o seu valor. Já havia nos alertado o Florestan Fernandes acerca do perigo dos conceitos perfeitos. Eu acredito que moramos e experimentamos sim uma democracia, a Democracia representativa ocidental, como vc mesmo disse, não aquela de séculos passados, mas esta, moderna e adaptada. Porém, talvez não seja o seu modelo de Democracia, ou melhor, o que você entende por Democracia? E o que vc concebe seria aplicável entre nós, meros mortais imperfeitos?
A Democracia é apenas um instrumento, e pode ser bem utilizada ou não. Poder ser útil ao povo ou não. Pode trazer desenvolvimento ou estagnação. Porém, para o bom desenvolvimento do sistema capitalista é fundamental uma sociedade democrática, um Estado de Direito bem fundamentado. Se este modelo de Democracia foi imposto, foi feito pelos adversários do outro modelo (da Ditadura), e felizmente o discurso Democrata impera no Ocidente.
Que a Democracia será incapaz de atender a todos, isto já sabemos, porém a democracia permite que todos se manifestem, e que através da Sociedade Civil proponham mudanças. Mudanças não são fáceis de acontecerem, porém é assim que nossa História se desenvolve, não é? Como disse um professor certa vez: “sabe quantos anos e revoluções foram necessárias para que vc pudesse atravessar a rua e comprar pão na padaria?” Não sei se foi bem assim e de onde ele tirou isto, mas explica bem a sedimentação das mudanças. Já o auto custo das eleições no Brasil é resultante da corrupção moral de parte dos nossos políticos e da inércia dos cidadãos, e da justiça, não é necessariamente um problema da Democracia.
Que devemos buscar a evolução eu concordo, acreditar que uma alternativa a Democracia é essencialmente autoritária, também não seria certo, porém, a alternativa socialista, pelo que já demonstrou a história, não serve a nós: Ocidentais Modernos. Vide os modelos cubanos e norte coreano que ainda teimam em permanecer entre nós: uma revolução democrática e burguesa por lá cairia bem.
Ps 1 – Demorei de responder pois esqueci deste debate por aqui. Esta é uma maravilhosa característica deste rizoma virtual: os debates nunca morrem.( claro, se o Deus Servidor permitir)

Ps2 – A equipe do Transa, revista poderia adicionar aquele aplicativo ( não sei se o nome é este mesmo) que avisa quando um visitante posta algum comentário, pode facilitar a vida dos visitadores costumeiros.

Ps 3 – Cleo Emídio, Te responderei brevemente

Postar um comentário