Segundo turno? Ninguém merece...

Marina rouba votos de Dilma e pode levar a disputa ao 2º Turno
A Imprensa parece que conseguiu o que queria, levar a disputa presidencial ao segundo turno. O DATAFOLHA acaba de divulgar nova pesquisa para os que disputam sentar na cadeira, hoje ocupada, de Luis Inácio Lula da Silva. Nessa nova pesquisa Dilma aparece com 51% e todos os demais com 49% dos votos válidos, essa diferença que hoje está dentro da margem de erro, que é de 2% para cima ou para baixo, já foi de 12% há 15 dias atrás. E parece que quem rouba os votos da Petista não é o Demo/Tucano e sim a Pseudo-Verde Marina Silva, que sem dizer nada de interessante vem ganhando os e as eleitoras.

Os números ficam desta forma, Dilma Roussef (13) 51%, José Serra (45) 32%, Marina Silva (43) 16% e todos os demais candidatos somados ficam com 1% dos votos válidos. Pelo que indica a pesquisa, Dilma caiu em todas as formas de analise, idade, região, escolaridade e renda, coisa inédita até poucos dias antes da Imprensa começar o bombardeio contra a sua campanha, com mais de duas semanas ligando todos as denuncias, seja da quebra de sigilo ou do Lobby na Casa Cívil, a sua pessoa.

Ao ver hoje todas a matérias feitas na internet sobre esta pesquisa é possível ver uma felicidade enorme na escrita dos jornalistas com esse movimento, parece que finalmente a estratégia de derrubar Dilma deu certo. Os Jornalistas celebram algo que devíamos nos entristecer, pois se realmente esta eleição chegar a ir ao segundo turno teremos que aguentar mais três semanas de chateação e de ouvir as propostas do Demo/Tucano José Serra, inclusive a que vai passar o Salário Mínimo para 600 reais. Porque quem vai ao segundo turno não é Marina, se enganam os que acreditam na propaganda dela que isso é possível.

Estas eleições chegaram ao limite do bom senso e eu espero que ela termine dia 03 de outubro, pois as pessoas que votam em Marina para ficarem com seus egos tranqüilos, no fundo é a mesma coisa que votar em Tiririca como forma de protesto. Quem quer protestar na urna vote nulo e se quer mesmo protestar vá para rua, pois é lá que as coisa mudam de verdade!

4 comentários:

28 de setembro de 2010 13:51 Lorena disse...

Paulo, avaliação seca, bem ao seu modo, sem mediação (risos). Fui “cutucada” e, sinceramente, “curti”. Está evidente o quanto nos rendemos à letargia de uma sociedade "cidadã" e "democrática", sem nos apercebemos dos contínuos e progressivos conflitos do mundo. Ignoramos como identificar as estratégias nas quais somos enredados e da responsabilidade de formularmos nossas próprias estratégias.

É pertinente a declaração de que as pessoas deveriam – ao menos – anular o seu voto, ao invés de escolher Marina nas urnas, como forma de tranquilizar o ego.

Hoje o conceito de democracia virou isso mesmo: eu encontro conforto na minha bolha na medida em que legitimo o discurso de alguém que me diz, por exemplo, que as coisas ficarão bem se o efeito devastador do esgotamento de recursos naturais e da concentração de riquezas for compensado com iniciativas em prol do “desenvolvimento sustentável”.

É reconfortante para um brasileiro saber que sua ministra diz ser “ético” um procedimento porque “deu prazo” para os interessados se manifestarem sobre a questão. Seguiu os ‘trâmites’ burocráticos. Convivemos diariamente com essa declaração e ainda assim teimamos em negar a contradição que existe nela:

"Você deixou de cumprir o que era querido por todos, para que ele pudesse frear esse projeto, que é nefasto para o povo do Nordeste, para atender a agroindústria única e exclusivamente", completou Plínio. Ante o ataque, Marina respondeu: "você está completamente desinformado. Quando fiz a licença do São Francisco junto com minha equipe, tivemos cuidado para que fosse feita de maneira correta, com respeito ético". Trecho da matéria Eleições 2010 - Em debate, Marina Silva é alvo predileto de Plínio de Arruda http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4688896-EI15315,00-Em+debate+Marina+Silva+e+alvo+predileto+de+Plinio+de+Arruda.html.

Mas é justo? Considera o complexo de forças presente na disputa por interesses antagônicos? Considera que não está tudo bem (ao contrário do que acharia Pollyanna) já que a base do capitalismo é a desigualdade, a expropriação, a escravidão de boa parcela da população humana? É humano? Leia-se “humano” aqui como um ato voltado para abarcar e beneficiar um maior contingente humano, e não como “ato tipicamente humano”.

Por conta dessa tal democracia, entendo que o teor do seu texto é um exercício de cidadania e de democracia, nessa revista universitária. Por isso também, deixo o meu comentário democrático, nesse blog democrático e deixo o endereço para mais um depoimento cidadão e democrático: http://www.youtube.com/watch?v=UtF8wTlnIeg&feature=popular

E me despeço com meu riso irônico democrático.

Saudações (cumprindo o trâmite burocrático virtual)

29 de setembro de 2010 15:14 Chacotagem disse...

Lorena alfabetizada com "aspas".

Me desculpe, mas não me contive.

29 de setembro de 2010 18:44 Lorena disse...

hum, muito obrigad(a). se fosse chacotagem de verdade não pediria desculpas, meu caro(a). serias, de fato, ousado(a). a chacotagem é reveladora, esclarecedora. de fato, fui alfabetizada com as aspas, assim como as mulheres, por exemplo, foram condicionadas aos diminutivos. fosses tu verdadeiramente ousado, reconheceria a importância de revelar isso a mim, já que me conhece bem. E me conhece bem? Acho que sim. Já que por tantas vezes me expus e assumi a condição de ser lida aqui, para dialogar. com nome que me é prórpio, claro. lembro de um trecho escrito em uma obra de simone de beauvoir em que ela revela que sua mãe sempre falava em diminutivos para não afligir ninguém. minha mãe é assim. eu sou assim. e constantemente me enxergo assim. não é algo que necessito conter mas constantemente e, talvez, libertar. te enxergastes assim? até onde vai a libertação? obrigada, chacotagem.

30 de setembro de 2010 07:33 M. Correia disse...

O Datafolha havia manipulado os dados da "margem de erro". Corrigiram hoje, para a barrigada de domingo não ser muito feia.

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