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Tem os que não brincam - Micareta de Feira

|Por Aritana Lima|


O povo baiano é conhecido por ser festeiro, carnavalesco, “e depois do Carnaval ainda tem a Micareta de Feira”... Devo lembrar, porém, que nem todos os baianos são carnavalescos, assim como nem todos os feirenses são “micaretescos”. Eu, por sinal, não gosto, e não quero me acostumar, com esses estereótipos que as sociedades impõem aos indivíduos. 

O Bestial mundo do Transporte Público de Fêra


Estudantes impediram que a reunião do Conselho de Transporte acontecesse


Tem coisas que parecem acontecer apenas em Feira, mas é em todo lugar. Salvador começou, depois veio São Paulo e a Marionete Beiçuda não ia ficar atrás, como foi no caso da imbecil lei antitabagismo - uma cópia da lei do demente José Serra, que se for eleito presidente será o fim do Mundo.

Mas voltemos a Feira. Todos que passam por este meio de comunicação andam, já andaram ou vão andar no SIT - Sistema Imbecil de Transporte - e sabem o quanto ele “funciona”. O preço chega a ser absurdo, mas absurdo mesmo é como foi dada a notícia hoje pela TV Subaé - de uma imparcialidade delirante e burra – e novamente o preço vai subir. Isso mesmo: vai subir!

Conselho Municipal de Transporte se reúne hoje


O edital da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), publicado ontem no jornal Folha do Estado, convocando o Conselho Municipal de Transportes (CMT) para uma reunião a ser realizada hoje, às 16h30, na sede da SMTT, levantou suspeitas sobre a possibilidade de aumento da tarifa de transporte coletivo na cidade por parte dos vereadores Marialvo Barreto (PT), Getúlio Barbosa (PP) e Roberto Tourinho (PSB).

O vereador Marialvo Barreto, de posse de vários documentos, destacou na tribuna da Câmara Municipal o item III da pauta de reunião do CMT, que diz o seguinte: Análise dos custos tarifários dos ônibus coletivos urbanos de Feira de Santana. “Traduzindo, aumento da tarifa. Eles mudam o português para poder ensaboar o termo. O termo é meter a mão no bolso do povo feirense na véspera da Micareta. Assaltar o usuário do transporte coletivo. Flailton Frankles é quem assina”, afirmou o petista. Em seguida, Marialvo convocou toda a imprensa para cobrir a referida reunião. 
Na opinião de Roberto Tourinho, “as empresas de transportes coletivos, mais uma vez, aproveitando-se do período da Micareta, vão propor mais um aumento de tarifa em Feira de Santana. Amanhã, às 16h30, será mais um grande espetáculo circense, um grande espetáculo de Ali Babá. A culpa não é do secretário de transporte nem do Conselho. A responsabilidade é do prefeito Tarcízio, pois é ele quem assina o aumento da tarifa”, declarou. 
Em seguida, Getúlio Barbosa defendeu o prefeito Tarcízio Pimenta. “O Conselho Municipal de Transporte não é mais consultivo, ele é deliberativo”. Para o vereador, o prefeito deve seguir a recomendação do Conselho. “Quanto ao secretário Flailton, ele deveria evitar esse período, porque vai colocar Feira de Santana em uma situação difícil. Só que não tem ninguém besta. Amanhã, ele vai receber um pombo sem asas – e outra coisa, na hora em que tiver a população queimando ônibus na rua não vai culpar ninguém, ou melhor, culpem o Senhor Flailton Frankles e os conselheiros, pois eles deveriam ter a sensibilidade de convocar essa reunião depois do período festivo”.



Fonte: Jornal Folha do Estado - BA

Subiu!

| por Uyatã Rayra |


Não nos é nenhuma novidade o conchavo do atual e do ex- prefeito com a Sincol. Todas as considerações que eu expor delatando esse relacionamento nefasto causarão a impressão de um déjà vu. Qualquer que seja a injúria por mim expressa soará redundante. 

Nós cidadãos feirenses somos como peru de natal, leitões talvez. A engorda nos é ofertada semanas antes, e nos lambusamos perplexos com toda a fartura micaretesca. Na véspera, quando ainda estamos embriagados com o banquete, entretanto, vem-nos a foice. Ao fim, alguns mínimos se empanturram às nossas custas ...

O Conselho deliberativo de transporte coletivo se reunirá amanhã - como em quase toda véspera de longo feriado. Nem é necessário ser Numerólogo para predizer o futuro. R$ 2,10, talvez R$ 2,15, com a permissão de uma margem de erro.

É de apertar a mente com um torno...

Diversão no ônibus?


Quem faz uso do transporte coletivo feirense sabe do quanto é precário o serviço prestado pelas empresas de ônibus, pelo SINCOL. Para começar, em todos os pontos de ônibus deveria haver cobertura e lugar para sentar, pessoas idosas e gestantes fazem uso do transporte coletivo, no entanto a Prefeitura Municipal de Feira de Santana não dá a menor importância... só alguns pontos, os mais visíveis, é claro, possuem banco e cobertura. Assim, todos temos que aguardar de pé, no sol ou na chuva, durante muito tempo, a chegada do ônibus. Ele tem horário a cumprir, em cada ponto, e deveria passar por volta de um horário, que nunca é cumprido, obrigando os usuários a esperarem por muito tempo. Muitas vezes espera-se mais de uma hora até que chegue um ônibus super lotado, o qual o cidadão é obrigado a pegar e pagar a tarifa absurda de R$ 2,00.

Só quem pedala entende

| por Uyatã Rayra |

Dedico esse texto a Caetano, 
 para ver se ele toma vergonha e conserta a bicicleta dele. Só assim voltaremos a dar uns rolé.


Odeio andar de ônibus em Feira!

Essa frase pode até soar semelhante ao nome de alguma comunidade do Orkut, ou até mesmo título daqueles panfletos entregues por grupos organizados contra o alto preço do transporte público, entretanto não tenho Orkut nem tão pouco sou militante da esquerda.

Não me sinto bem em pagar um serviço que não corresponde a altura, causa-me repugnância a sensação do gasto desnecessário - é como se eu estivesse consentindo para que os outros apertassem minha mente, e ainda os pagassem para continuarem. Esse sentimento, com certeza, não me é solitário, e imagino a vastidão de indivíduos que se entristecerem diariamente por serem obrigados a pegar os ônibus horríveis da Sincol para se locomoverem.

Duas rodas pela cidade

| por Caio Augusto |



Quantas vezes você, em sua caminhada diária para o trabalho, faculdade, escola, cursinho ou em um simples passeio por Feira de Santana, nunca ouviu uma buzina de moto? Mulheres ficam na dúvida se é um daqueles caras que utilizam o seu transporte para dar em cima delas, homens olham pensando ser o “broder”. Mas, na maioria dos casos, é simplesmente um motoboy na ânsia de conseguir uma corrida pelo caminho de volta ao seu ponto.

Para aqueles que não possuem uma bicicleta, uma moto ou um carro, o motoboy é o transporte mais eficaz em caso de atraso. Me utilizo muito desse recurso, pois várias vezes acordo a beira da hora de estar no trabalho e só quem salva meu cartão de ponto é um deles. Pela facilidade como são encontrados por ai, me fazem nem querer passar pelo transtorno de ir ao transbordo, então troco o forçado passeio turístico pela agilidade do caminho direto para casa.

Cidade Nova, Feira VI, Novo Horizonte, pra rua, Getúlio, JSantos




Se você tem mais de 12 anos (ou seja qual for a idade em que passamos a discernir com clareza as coisas da vida) e mora em Feira de Santana e leu o título desse post e não teve uma sensação de familiaridade em relação a alguma coisa, é porque você está mentindo: ou não mora aqui ou falsificaram sua certidão de idade. Mas, se sentiu tal impressão familiar, então está ok. Sugiro a você que tente agora advinhar o que é. Eu te pediria para que postasse sua resposta na caixa de comentários, mas você vai ler o resto do texto e vai saber do que eu estou falando. Portanto, clique no “Leia mais” e mate sua curiosidade.


Para chegar aos lugares em Feira de Santana você pode ir a pé, de bicicleta ou carro, pegar um táxi, um ônibus, um motoboy ou... uma Van. Seja na Getúlio Vargas, seja na José Falcão, em algum momento do seu dia você vai ouvir um rapaz gritando de dentro de um veículo. Se seu destino (e o da Van) é o Feira VI e você estiver perto do Feira Tênis Clube, por exemplo, ele vai gritar “Cidade Nova, Feira VI, Novo Horizonte!”, se referindo aos bairros pelos quais atravessa no seu percurso. O moço que produz este brado é conhecido como “cobrador de van”. E se o seu destino é o oposto (você está no Feira VI), ele gritará: “pra rua, Getúlio, J Santos!”. Tente agora imaginar este clamor de guerra multiplicado por vinte vezes. A cada cinco minutos, você que espera o ônibus porque tem passe legal ou porque precisa entrar nos terminais norte ou central irá ouvir freneticamente o nome destes bairros, nesta exata ordem, inalteravelmente. Há alguns momentos em que chegam três Vans de vez no ponto e começa uma grande disputa para ver quem consegue fisgar mais passageiros. Todos agem segundo a ética dos cobradores de Van, que desconheço.