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Os limites dos macroeconomistas

|por Carlos Eduardo Drumond & Cleiton Silva|
Dentre as diversas subáreas da ciência econômica, a macroeconomia é sem dúvida aquela que mais ocupa espaço fora das universidades e centros de pesquisa. Isso acontece não porque esse ramo do saber econômico seja superior aos outros, longe disso, mas porque parte das informações fornecidas por macroeconomistas do governo ou do setor privado, além de chegar ao grande público de maneira muito rápida, tende a parecer relacionada diretamente com o cotidiano das pessoas. Inflação, taxa de juros, crescimento econômico, desemprego, poupança, investimento são apenas algumas das palavras que insistem em povoar as páginas dos jornais e os noticiários da “TV” diariamente, sobretudo em momentos de crise, nos quais a ânsia das pessoas por prever o próximo cenário se aguça.

A crise da Zona do Euro: Entre a Economia e a Integração Política e Social


 |por Carlos Eduardo Iwai Drumond
  e Cleiton Silva de Jesus|
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, tão urgente quanto à necessidade de reconstruir prédios e casas era a necessidade de criar bases institucionais capazes de evitar que a tragédia da guerra aconteça novamente. Em um continente marcado por uma longa história de conflitos, a integração econômica parecia uma saída, o passo inicial para a construção de um continente coeso. Foi assim, na tentativa de usar a economia como fator de coesão, política e social, que passo a passo se caminhou na direção da União Européia como se conhece hoje. Desde a criação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço em 1951 até a integração monetária, com a criação do Euro em 1999, a história foi sendo escrita não apenas pautada na racionalidade que ocupa a mente dos economistas, mas, sobretudo na intenção de criar fortes laços políticos e sociais.