|por Jhonatas Monteiro*|
2,15 já é roubo
2,37 é fogo no buzú
Anônimo
Diante da recente queima de um ônibus do sistema de transporte coletivo de Feira de Santana, no campus da UEFS, rapidamente se espalhou por várias partes da cidade, à boca pequena, um espírito geral: “até que enfim!”. É claro, a maior parte da mídia local se esmerou em cumprir o seu honroso papel, denunciando o ato enquanto “vandalismo”, alardeando os “prejuízos” do empresariado e apontando possíveis “culpados”. Como costumeiro, tanto em uma revolução social quanto no mais simples protesto, a opinião dos ditos “formadores de opinião” nunca esteve tão desencontrada da sensibilidade popular. Afinal, se entre o povo feirense pode haver algum questionamento acerca da forma que assumiu o ato de contestação da situação do transporte, por outro lado, não parece haver qualquer dúvida quanto ao seu sentido e é justamente sobre este último que a cobertura midiática não deu um pio: o que levou pessoas a queimarem um ônibus do transporte coletivo de sua cidade? O que está acontecendo com o transporte coletivo feirense ao ponto de indignar? O transporte atende a maioria da população? O preço da passagem é justo?